Redes e conexões impulsionam e mudam a realidade de negócios de impacto

A quinta edição da roda de conversa “Mulheres que Impactam”, realizada nesta quinta (28/07), ressaltou a importância das redes para o desenvolvimento dos negócios de impacto. Para as empreendedoras participantes, as conexões possibilitam uma troca ativa que contribui para o crescimento dos negócios.

“Trabalhar em rede é fundamental. Não é apenas bater papo, mas um momento de troca de saberes que faz você crescer a partir do momento em que aprende e consegue contribuir com o outro”, define Leila Nascimento, da Ilha de Oportunidades, que criou uma metodologia própria para promover a gestão de talentos, focada principalmente em atender mulheres vítimas de violência doméstica, que buscam recolocação profissional ou estão em busca do seu primeiro emprego.

“A gente trabalha principalmente com mulheres solo, chefes de família que precisam trabalhar e cuidar dos filhos. A maior dificuldade desse grupo está em se capacitar, encontrar um emprego, algo que traga dignidade e transformação através da geração de renda. Muitas se descobrem empreendedoras nesse caminho. É mágico quando elas percebem que podem ter seu próprio negócio em vez de trabalhar para os outros”, conta ela que faz parte da incubadora de negócios sociais Impacta Mulher, coordenada pela Asplande.

As conexões também foram essenciais para alavancar o negócio de impacto socioambiental de Paula Lobo Rascão, da e-Trilhas, que reúne os três vetores de manutenção e promoção de trilhas ecológicas - o público, as unidades de conservação e a cadeia econômica produtiva do entorno - por meio de uma plataforma digital.

“Sempre trabalhamos em rede o tempo inteiro, com troca de aprendizado, capacitação, ouvindo muito e tentando dar respostas. Com esse processo a gente tem a oportunidade de vivenciar todo o processo, o que nos permite aprimorar o nosso negócio e contribuir para o crescimento da rede como um todo”, detalha Paula.

O e-Trilhas é um dos projetos participantes da edição de 2020 da "Teia de soluções", iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza que oferece mentorias e apoio financeiro a ideias e soluções inovadoras que promovam a conservação da natureza aliada à geração de emprego e renda.

“A partir do recurso recebido desenvolvemos uma nova plataforma digital que funciona como um sistema de gestão com uma série de ferramentas e acesso a dados de uso que auxiliam os gestores na comprovação do impacto econômico, social e ambiental. É um modelo de negócios com várias camadas, desde de registar trilhas, fazer a gestão de conteúdo e ter contato com usuário até a versão mais sofisticada com a geração de dados e também a possibilidade de criar um aplicativo próprio para o local dentro da plataforma”, detalha.

Segundo Paula, uma das maiores dificuldades antes de entrar para o programa de aceleração era viver de projetos e pensar na manutenção do negócio após o término de cada um.


“As capacitações foram muito importantes para repensar o modelo de negócios da empresa, criar uma estratégia para migrar desse sistema de projeto para ter uma renda permanente. O aporte da Fundação Grupo Boticário ajudou a manter esse desenvolvimento constante e fomos implantando as funcionalidades de acordo com o feedback dos gestores e usuários. Isso mudou a realidade da empresa. Quando o aporte terminar, daqui a 6 meses, a gente vai ter condições de caminhar com as próprias pernas com as vendas diretas”, conclui.

A Roda de Conversa faz parte da agenda do movimento Rio de Impacto e foi proposta pela Asplande, que coordena a incubadora de negócios sociais Impacta Mulher, junto com a Rede Cooperativa de Mulheres Empreendedoras agora também conta com o apoio do Movimento Baía Viva, liderado pela Fundação Grupo O Boticário. Ela pode ser assistida na íntegra clicando aqui.